| Capela das Almas - Caçapava Velha - SP |
Nem me
perguntem o porquê, mas o fato é que nos últimos anos adquiri uma ligeira
paixão pelas Capelas da Santa Cruz, ou Capelas de Beira de Estrada.
Para
quem não está entendendo sobre o que estou escrevendo eu explico:
Com
certeza você já deve ter visto algumas delas. São aquelas pequenas capelas que
encontramos em MG, Vale do Paraíba, no Norte do Brasil e que ficam a beira das
estradas e nos terrenos de algumas fazendas.
Elas
geralmente são construídas para marcar o local de uma tragédia, a morte de
alguém. Depois de erguidas são frequentadas por rezadores que fazem novenas,
acendem velas e ali também depositam as imagens de santos que se quebraram,
quadros antigos e terços. Muitos “evangélicos” ao se converterem a nova fé,
onde as imagens são “demonizadas”, com respeito, as descartam ali. Geralmente
estas capelas são recheadas de história, lendas e mistérios. É também
local de “despachos”.
Às vezes
eu embrenho nas estradas a procura delas, mas a realidade é que a maioria delas
“me chamam” e me "buscam" para serem fotografadas.
Não se espante!
É isso mesmo que acontece! Muitas vezes quero ir para um
lugar e acabo em outro, onde, existe uma pequena capela, que quer ser
fotografada.
Semana
passada, sai sem a intenção de encontrar alguma capela.
Meu
destino era um caminho reto, sem paradas, na própria Dutra.
Acionei
o GPS com o endereço somente para ver os radares na estrada.
De
repente o GPS “mandou” sair da Dutra e entrar numa rua que dava acesso a cidade
de Caçapava Velha. Estranhei a mudança do roteiro e comentei com minha irmã que
me acompanhava que eu iria seguir a “loucura do GPS”. Não tinha intenção de
procurar Capelas. Mas assim que entrei na estrada, poucos metros adiante eu a
vi...
Rustica
mas altiva, muito simples, mal cuidada no alto do barranco. Ao seu lado
só o pedestal de uma antiga cruz que há pouco tempo ainda existia. Lá
dentro, imagens quebradas, latas de cerveja, velas, vasos de flor.
Se
tenho receio de entrar? Não, não tenho. Temos um trato. Eu entro só para
fotografa- las. Elas querem ser vistas. O povo diz que não se pode pegar
nada do que esta lá dentro sob o risco de trazer a alma de quem ali morreu
junto com você. Eu não toco em nada...
Fui
atrás de sua historia.
Uma
moça que trabalha no condomínio em frente me informou que pouco sabe da
historia da Capela, mas que em certos dias da semana as pessoas vem ao local
para rezar e acender velas. Segundo ela a pequena capela foi construída num
tempo em que ainda existiam lagoas naquela região e que foi construída para a
alma de uns “pescadores” que ali morreram.
Antes
da luz elétrica chegar em frente à capela às pessoas tinham medo de passar em frente
ao local, pois sempre existia uma “rede” armada para as pessoas caírem.
Procurei
mais alguma noticia. Não consegui.
Mas o
que de fato me deixou intrigada foi uma escada feita de galhos de madeira presa
na parede da Capela.
Não
tenho ideia do porque existe aquela escada lá. Fiquei curiosa.
Pensei
se pode existir alguma relação com as historias de “escadas e índios” que ouvi
na “Freguesia da Escada” em Guararema...
Se você
estiver lendo este texto e tiver uma pista ou souber de algo peço que me conte!
Ok ?
Aguardo!
| O que será que simboliza esta escada pendurada na pequena capela ? |
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