quarta-feira, 29 de março de 2017

A Capela da Santa Cruz do seu Zéquinha

A Capela do Seu Zéquinha fica logo atraz da Univap. Divisa entre São José dos Campos e Jacarei.  Segundo informação que tive é que fazia parte da antiga fazenda das Posses. 

A Capela é uma devoção que seu Zequinha herdou de sua mãe que herdou de seu avô.

A Capela é simples, feita de alvenaria e esta bem muito bem preservada e cuidada. 
Nela existem “três cruzes” sendo uma maior e outras duas menores. Todas estão encapadas com papel laminado, em vermelho ( a maior) e amarelo e roxo as outras duas. Ele não soube nos dizer o porquê de existirem três cruzes. Segundo ele são do tempo de seu pai, ele simplesmente as preserva. Não sabe informar se são as mesmas do tempo do avô. (Posteriormente me contaram que elas provavelmente representam os 3 festeiros que existiam nas festas do passado).  O altar foi caprichosamente enfeitado.

A parede do altar foi enfeitada com tecido de chita colorido e lá estão dependurados diversos quadros de santos e um quadro com a foto de sua mãe na cidade de “Aparecida do Norte” da época que ela foi pagar uma promessa pois havia machucado o pé. Também está dependurado na parede um quadro com o  “Certificado de Sócio de Honra” do “Núcleo Içá Bitu”, CECP e FCCR, que ele recebeu das mãos de Flavia Diamante em 2007 por sua importância para a cultura paulista tradicional.
 Do teto pende sobre o altar dois vasos com folhas artificias.
As três cruzes estão encostadas na parede e apoiadas sobre o pequeno altar coberto com uma toalha colorida (chita) e por cima desta, uma toalha branca com bico de renda.
Em cima do altar diversas imagens de santos: Nossa Sra. Aparecida, São Gonçalo, Santo Expedito, vasos com flores artificias, fitas de várias cores e até um pequeno presépio.  Segundo ele nos relatou algumas imagens foram deixadas lá por fieis, outros ele mesmo colocou. Algumas são bem antigas. Em sua maioria são imagens de N. Sra. Aparecida. Algumas pessoas que se convertem para outras religiões (que não acreditam em santos) acabam depositando nestas capelas as imagens que possuem em casa. Percebe se com essa atitude que apesar de mudarem de religião ainda permanecem com o respeito e o temor de não abandonarem essas imagens em “qualquer lugar por ai”.
Algumas dessas imagens pertenceram às antigas Capelas da região que foram desativadas ou destruídas.
Ao lado do altar estão as Bandeiras de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito, cobertas por fitas de cetim de diversos tamanhos e cores.

São poucos os que passam diante da Capelinha e fazem o “Sinal da Cruz” e atualmente o bairro está povoado por seguidores de outras crenças que não tem a Cruz como um símbolo sagrado. Ele nos disse que:
- “hoje tem bastante (gente) de outra religião... Não tem problema, não implica. Hoje em dia não implica... Antigamente não tinha tanta gente de outra religião e tinha festa toda semana”.
- “Alguns até vem com fé e agradece! Hoje a turma é mais de outra religião... não trazem nada de vela nem imagens... isso acontecia antigamente... alguns trazem fitas”.
(Pais do Sr. Zequinha: José Benedito Fernandes e Isabel Rodrigues Fernandes.
Avôs paternos: Benedito José da Costa e Brasilia (Braulina ou Brausina?), Rosa de Jesus. )

Crendices : A Suindara e o Véu da Santa Cruz


Recolhi na internet este relato. Pena que não anotei onde foi, mas ele retrata as crendices e superstições que existem em torno do Santo Cruzeiro.

A lenda se refere a "suindara" uma espécie de coruja e ao xale, tambem conhecido como véu que é jogado por sobre os braços da Cruz.

“Dizia minha vó, que, quando você passa, no Santo Cruzeiro, a suindara rasga o pano, que ela corta... Quando cê passa no Santo Cruzeiro...
E a suindara é uma coruja enorme
Ela vive cortando!
Cê pode vê que ela já tá passando por aí.
Daí ela rasga, na hora que ela rasga, diz que alguém tá morrendo. É isso aí...
O mês de maio ela tá cortando.
O certo é a gente jogá sal no fogão de lenha que ela vai embora.
Em casa a gente joga sal... na brasa, estala e diz que ela vai embora... isso é crendice... minha vó falava, né?"

Segundo “Cida do Índio” que realiza a Reza da Santa Cruz uma forma de impedir que a
 “suindara” rasgue o véu deve se fazer o Sinal da Cruz.

Se você fizer o sinal da Cruz, estará salvano a vida dde alguém.

Depois desta explicação sempre que vejo uma coruja eu faço o sinal da cruz...

Não custa, não é?

SANTA BICICLETA - UMA NOVA FORMA DE CRUZ DE BEIRA DE ESTRADA - UMA BICICLETA



A tradição é colocar uma Cruz na Beira da Estrada, mas os familiares ou amigos desta pessoa que morreu no Viaduto do Parque da Cidade em São José dos Campos encontraram uma outra forma de relembrar e avisar a quem ali passa que seu ente querido perdeu a vida naquele local.


Segundo me informaram os moradores vizinhos ao local do acidente o mesmo ocorreu no começo deste ano quando dois rapazes de bicicleta foram atropelados e um deles veio a falecer. 
Uma bicicleta pintada de branco enfeitada de flores chama a atenção e alerta a todos que passam pelo local. 
Orações com certeza são feitas em intenção aquele que ali partiu para a eternidade. 


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